quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Diário de Uma Rapousa Saudável: Tapioca

Quando criança, era chatinha para comer. Hoje em dia, não me escuso de provar, mas ainda tenho meus alimentos prediletos que acabam sendo a escolha feita nem detrimento de algo novo, exótico e, vamos lá confessar: algo que por algum motivo (ainda que seja TOTALMENTE infundado), eu tenha algum tipo de preconceito.

Com a tapioca foi assim: sem interesse em prová-la em ocasiões em que tive a oportunidade (Do Mampituba para cima, é servido em, praticamente, toda rede hoteleira), torcia o nariz quando ela foi elevada a alimento funcional, porque ouvia direto da minha mãe que a dita cuja era ruim...

Ledo engano, leda avaliação: vim, provei, venci e xonei!

E por isso mesmo, venho falar desta nova queridinha da nutrição para vocês, nobres leitoras!

A tapioca, também conhecida como beiju, é o nome de uma iguaria tipicamente brasileira, originária do Norte do país, de origem índigena, feita com a fécula extraída da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, tapioca, goma seca, polvilho ou polvilho doce. 

Ela ganhou lugar cativo na frigideira daqueles que prezam pela boa forma, ocupando o espaço do pão integral, com a vantagem de ser mais leve e saudável por um motivo principal: não contém glúten, ou seja, pode ser consumida por qualquer pessoa.
 
"A tapioca não possui a gliadina, uma proteína que colabora para o aumento da inflamação do organismo e da gordura abdominal. E ainda tem menos sódio do que os pães", explica a nutricionista funcional Andrea Santa Rosa, membro do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (and esposa poderosa do Márcio Garcia). As calorias se igualam: 90 kcal tanto para a tapioca quanto para uma fatia de pão integral. 

A tapioca é fonte de carboidrato, natural e livre de gordura. Todavia, possui alto índice glicêmico. O que isso significa? Significa que a tapioca, assim como outras farinhas brancas, eleva rapidamente a glicemia no sangue. Ou seja, quanto maior o IG, mais rápido ele é absorvido na forma de glicose, aumentando a glicemia.  

Os alimentos com alto IG aumentam a insulina (hormônio que faz o transporte da glicose sanguínea para dentro da célula) no corpo e isso faz com que se depositem na forma de gordura. Isso gera um estímulo para o cérebro, que responde com a fome. O resultado é que a gente acaba comendo mais.

Picos de insulina também tem efeito rebote e podem nos deixar com sono. Quem tem diabetes, que é uma doença grave caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue, também deve atentar para o IG dos alimentos, dando preferência àqueles de baixo índice.

Como faz então??? Ora, é bastante simples: acrescentar uma colher de semente ou farinha de chia à mistura e utilizar recheios proteicos (magros, of course: ricota, cottage, frango desfiado, ovos mexidos,...) ajuda a diminuir o índice glicêmico da refeição.

A chia, além de deixar a refeição mais saudável, enriquece a mesma com Ômega 3.

Foto: Instagram @doutorbarakat

Existem situações em que é recomendada a ingestão de carboidratos com alto IG. Para saber se é o seu caso, procure um especialista.

A barbada é comprar a goma de tapioca hidratada que é facilmente encontrada em alguns Zaffaris (no Higienópolis tem sempre) e em casas de produtos Naturais (Mundo Verde, Ponto Natural, Semente da Saúde,...).




Depois de seguir a instrução das embalagens e das redes sociais, chegue a uma técnica que entendo ser a melhor para ter uma tapioca crocante e deliciosa. Vamos lá, step by step:

1) Primeira coisa que é necessário verificar é a quantidade de tapioca que cabe na refeição e na tua dieta. Eu posso usar 2 (duas) colheres de sopa bem cheias, que vai dar em torno de 35, 40g. Os potinhos do Tapioca Express vem com 70g cada. Então, ATENÇÃO!

2) Escolha e separe o recheio

3) A recomendação das embalagens (e também a que vi nas redes sociais) é a de aquecer um recipiente antiaderente sem óleo e depois colocar a goma de tapioca hidratada. Porém como ela fica pronta muitoooo rápido, eu primeiro peneiro a quantidade permitida na frigideira e só depois acendo o fogo. Ela fica mais uniforme desta maneira.


Goma de Tapioca peneirada na frigideira fria


4) Quando as bordas começarem a dobrar, é hora de virar a a tapioca com a ajuda de uma colher ou espátula. Neste momento, a indicação das embalagens é de que se colocasse o recheio, fechasse a tapioca em meia lua e deixasse mais um minuto de cada lado. Eu acho que assim a massa fica molenga, portanto, deixo pra rechear depois.


Bordas descolando do fundo: hora de virar


Deixar um minutinho do outro lado. Cuidado para não deixar 
queimar, porque o lance é rápido e rasteiro


5) Coloque o recheio. No caso abaixo: frango desfiado e queijo minas sem lactose da Verde Campo (compra no Zaffari também). Percebam que as bordinhas estão tostadinhas (e a tapioca toda crocante -Yummy!), porque eu curto assim, mas vocês podem deixar menos tempo. Vai do gosto do freguês...


Recheando a Tapioca


6) Depois é só dobrar como se fosse um crepe ou uma panqueca e deliciar-se! Para quem gosta do recheio bem quentinho, pode botar um segundinhos no micro (30s no máximo), que não deixa a tapioca amolecida.


Tapioca pronta para consumo


E PARA SABER + UM POUQUINHO SOBRE A TAPIOCA


- Vocês sabiam que existem pão de tapioca, pizza de tapioca, churros de tapioca e até tapiocone? Amei a ideia. Para saber mais acessa aqui.



 - Quem não encontrar a goma hidratada ou quiser aventurar-se e fazer a sua própia, tá aqui a receita. basta usar polvilho doce, água e sal!

- Lugares para saborear Tapioca em Porto Alegre: Expresso da Tapioca, Dona Zefinha, Redenção, Beiju do Porto Tapioca, Tapioca do Brasil,...


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P.S. Os posts de Diário de uma Rapousa Saudável são a respeito da minha experiência pessoal, SEMPRE assessorada por profissionais do ramo. A dieta que serve para mim pode não servir para você. Antes da adoção de qualquer mudança de hábitos, CONSULTE UM ESPECIALISTA!


Fontes: Wikipedia

Um comentário:

Fernanda Maeurer disse...

Adorei este teu post, eu amo tapioca, vou tentar encontrar esta goma no Zaffari! Bjs Rapousinha