terça-feira, 3 de maio de 2011

Dor de (des) amor


Bobagem perguntar se você já sofreu de dor de amor... A verdade é que a dor não é de amor, mas de desamor. Falo da dor que supera o aperto no peito, o vazio, a falta de aceleração do coração. Da dor gerada a partir da falta de apetite, da ausência do abraço. Da dor física, que vai do desconforto no estômago e fica aguda na canela. Da dor de carregar o mundo nas costas enquanto se está completamente só. Da dor que rareia o ar, fazendo a respiração instável, às vezes, quase imperceptível. Da dor que desfoca. Da dor que tira o sono. Da dor que te deixa sonolenta o dia todo.

Definitivamente, não é dor de amor, é dor de desamor. É dor decorrente do amor que se findou pelo medo, pela covardia, pela rejeição, pelo egoísmo, pela arrogância, pelo desinteresse, pela confusão, pela superficialidade, pela loucura...

Desamor é separação, é afastamento, é inércia, é desconstrução, é enlutamento, é mutilação, é pura frustração.

Às vezes, amar dói, mas é no desamor que a dor tem seu apogeu.


***


Esse texto acabaria aqui, mas invoquemos um P.S. Sempre há um post scriptum na vida real, né???


P.S. "É uma pena que poucas pessoas estejam dispostas a se divertir em um relacionamento" (essa ideia não é minha, mas de @FernandaSeelig, mas se encaixa perfeitamente no contexto).

E por fim, uma música linda para celebrar o amor, porque de desamor já chega os que tanto passaram na nossa vida! Rá!





let`s, let`s stay together
loving you whether
whether times are good or bad
happy or sad


Foto Le Love

4 comentários:

Francis Lummertz disse...

Que lindo isso Zá. Captar um sentimento com esta precisão é como senti-lo novamente com todas as nuances perceptíveis ou não.

Meus parabéns!

Z. disse...

Um elogio vindo de um gran de escritor me desixa extretamanete lisonjeada! Obrigada, meu querido! Bjksss

Pati Leivas disse...

Tanta luz Zábe....

O MEDO DE AMAR É O MEDO DE SER LIVRE
O medo de amar é o medo de ser
Livre para o que der e vier
Livre para sempre estar
Onde o justo estiver
O medo de amar é o medo de ter que,
A todo momento escolher,
Com acerto e precisão
A melhor direção
O sol levantou mais cedo e quis
Em nossa casa fechada entrar
Pra ficar
O medo de amar é não arriscar
Esperando que façam por nós o que é nosso dever
É recusar o poder
O sol despertou mais cedo e secou
O medo nos olhos de quem foi ver
O sol levantou mais cedo e cegou
O medo nos olhos de quem foi ver
Tanta luz.
(Beto Guedes e Fernando Brant)

Z. disse...

Que lindo, Pati... É, exatamente, este o ponto nevrálgico!