domingo, 22 de março de 2009

TASHA HARRIS E O MEDO DO SUCESSO


Quem me conhece sabe que eu adoro ler e que alterno uma leitura mais séria (um clássico da literatura, algum autor que tenha ganho o prêmio nobel, "autores difíceis"...), com uma leitura light (aí vai de tudo, desde os best-sellers, moda, comportamento e até leituras infanto-juvenil - adoro Harry Potter...hehehehe).

Depois do longo e excelente Cem Anos de Solidão, que segundo Pablo Neruda, é a melhor estória escrita em castelhano depois de Don Quixote, me joguei num romancezinho, estilo Bridget Jones, da autora Jane Green: Tasha Harris abre o jogo.


Trata-se de uma estória super manjada, mas super comum também: mulher de 30 anos, bonita, bem sucedidas, cheia de amigas iguas a ela e, of course, sem sorte com os homens (leia-se: SOLTEIRONA).


Mas o que eu gostaria de comentar não é sobre a estória do livro em si, mas sobre uma situação específica. Já aviso de antemão, que vou contar parte do livro, então quem não leu e gosta de surpresas, nem continue lendo esse post.


Lá pelas tantas, depois de inúmeras desilusões amorosas e clichês variados, típicos deste tipo de romance, Tasha, diminutivo de Anastasia, descobre que seu melhor amigo Adam sempre a amou e decide dar uma chance a ele, apesar de estar convicta de que não corresponde aos seus sentimentos.


Então, a até então protagonistas de relacionamentos disfuncionais, imaturos, frustrantes, descomprometidos e irreais, Tasha Harris passa a viver um relacionamento adulto, maduro, com um homem compremetido, que lhe traz crescimento pessoal e profissional, alegria, excelente vida sexual, amor e, principalmente, tranqüilidade, paz de espírito.

Com tudo isso nas mãos, a querida protagonista embesta que o relacionamento não está completo, que falta "paixão", que faltam borboletas no estômago, que faltam oscilações de emoções (hellouuuuuu!!!!) e consegue pisar master na bola, justamente no dia em que Adam se mudaria para sua casa, sendo pega no flagra ao beijar, semi-nua, um grande amigo dele.

Quando li essa passagem, me veio à mente o tema auto-sabotagem, também conhecida como medo do sucesso, que é abordada de forma espetacular pelo
Dr. Nelson Spritzer em seus cursos, livros e artigos em revistas especializadas.

Para quem não conhece, o Dr. Nelson Spritzer é médico, mestre em Cardiologia, Doutor em Nefrologia, Master Trainer em PNL (Programação Neurolinguistica) e dirige a Consultoria Dolphin Tech, que possui sede em Porto Alegre(RS).

Segundo o Dr. Nelson Spritzer, ao contrário do que todos pensam, o maior medo dos seres humanos não é o de morrer ou o de fracassar, mas o medo -inconsciente, é bem verdade- do sucesso. É o tal do ato falho, do branco na hora da prova, da palavra errada na hora errada. Quem nunca pôs a perder uma vitória certa?

A auto-sabotagem ocorre em maior ou menos intensidade e com praticamente todas as pessoas. Quando muito intensa, bloqueia a vida de uma pessoa e quando pouco intensa, causa culpa ou frustração.
Ocorre que os medos são percebidos no consciente, mas gerados no inconsciente, de modo que sempre têm uma intenção positiva, para nosso bem, para nossa proteção.

A grande questão é que o comportamento é diferente da intenção e aí que se iniciam os problemas.
Para entender porque nos auto-sabotamos, o Dr. Nelson Spritzer diz que primeiro precisamos entender como funciona o cérebro.

Segundo ele,
"O nosso cérebro é na verdade três em um: existem três cérebros empilhados, formados na nossa evolução e funcionando perfeitamente. O mais antigo, junto à medula, é o cérebro reptiliano. Esse cérebro é extremamente simples, primitivo, encarregado das ações e reações voltadas à sobrevivência. A resposta dele é fuga ou luta. O segundo nível cerebral é o do sistema límbico. Neste nível são geradas as emoções e duas ações: a procura pelo prazer e o evitar a dor. O último nível é o chamado "novo cérebro", ou neocórtex, onde o raciocínio e a lógica entram em cena".

O medo do sucesso pode surgir através do cérebro reptiliano, em que a auto-sabotagem é de tão grande magnitude, tanto em intensidade, quanto em impetuosidade. Exemplo disso é o do esportista que se dopa sabendo dos riscos. Já o sistema límbico produz sabotagem na busca do prazer ou para afastar a dor, como por exemplo o caso de uma jovem estudante interiorana que presta prova para concurso e na hora da prova tem um branco. O sistema límbico dela entende que se ela passar na prova, haverá perda afetiva, já que terá que mudar de cidade e ficar longe de seus pais.

Tasha Harris ao afirmar a si mesma e aos outros, reiteradas vezes, que não sentia "paixão" por Adam e ao seduzir um amigo dele, estava claramente se auto-sabotando, porque sempre esteve familiarizada com relacionamentos doentios, manipuladores, controladores e fulminadores de auto-estima. A felicidade e a sorte de um amor tranqüilo nunca havia sido sua realidade e o medo de não seguir um padrão de relacionamento conhecido se sobrepôs no contexto.

O Dr. Nelson Spritzer esclarece que para se resolver esse tipo de problema, o primeiro passo é dar-se conta do problema e querer mudá-lo. É imprescindível também saber exatamente o que se quer, sendo o mais específico possível no seu objetivo, ou seja, estabelecendo quando, onde, com quem, quanto e quais contextos vocêr quer e o que quer.

Em seguida, vislumbrar previamente o resultado daquilo que se quer como se já tivesse conquistado faz com que o cérebro ajude a conquistar o objetivo, pois ele ajuda o que entende e ele entende melhor o que vê, ouve e sente.

Após, é importante certificar-se da importância do alcance do objetivo para você, que o objetivo fará mais bem do que mal a você e às pessoas que ama e que os resultados desejados dependem, pelo menos, na maior parte, da sua própria ação.

Finaliza o Dr. Spritzer dizendo que: seguindo esses passos, as chances de sucesso são maiores e qualquer interferência poderá ser superada com mais facilidade.

Não vou contar o final do livro e deixarei aos interessados da literatura lúdica descobrirem por si só se Tasha Harris venceu seu medo do sucesso. E vocês? Andam se auto-sabotando? Contem suas experiências!!!


Bjsss felpudos a todos, Z.



Fonte: Revista Psiquê - 2007 - Ano II - Número 22 - Fls. 60/61

***Para saber mais informações sobre o Dr. Nelson Spritzer e a PNL, acessar o site da Dolphin Tech ou entrar em contato diretamente no (51) 3338.28.88.

7 comentários:

Lu disse...

Adorei o post, como sempre!! Agora terei q ler o livro pra saber o q acontece. E, talvez marcar uma consultinha com o Dr. Nelson Spritzer (?!?!)...

Franciely disse...

Oi Gurias,
Sou fã do trabalho de vocês e leio o blog todo dia. Adoro quando tem dicas de moda, beleza, programação cultural, etc... Mas acho esses posts muito compridos cansativos, até porque acompanho outros blogs e não tenho tempo de ler tudo. Uma dica: Postem fotos e textos curtos, enrolar 5 parágrafos falando a mesma coisa não está com nada. Bjs.

Tess FashionBiz disse...

Gurias, estou amando o blog, espero que vcs gostem do nosso também www.tessfashionbiz.blogspot.com estamos super animados para a festa de sexta no Aquavit. Beijos Edu.

Helô Gomes disse...

vc tem que ler Melancia!!!!!

Joanna disse...

Não sei dizer se Tess tem problemas de auto-sabotagem ou não, mas o fato é que os seres humanos realmente têm a tendência a repetirem os mesmos erros e a se envolverem nos mesmos tipos de problemas e relacionamentos. Portanto, se Tess sempre esteve envolvida em namoros conturbados, certamente estava sentindo falta disso. Por outro lado, tenho que concordar com Tess que não adianta estar em um relacionamento "tom pastel". Nunca entendi aquelas pessoas que se permitem estar em uma relação apenas para não ficarem sozinhas, eu quero sentir aquele frio na barriga, eu quero estar com alguém que eu goste de verdade! Talvez Tess não estivesse se sabotando, talvez estivesse apenas dando espaço para o amor que não havia encontrado (pena que às custas do sofrimento alheio, o que nunca deve ser feito). Mas acho que isso só quem leu o livro para saber! ;-) Parabéns gurias, o blog é um sucesso cada vez maior! Bjs Jo

Pati Leivas disse...

Gatas-rapousas.... isso também pode se chamar de "síndrome da eterna insatisfação".... lembra do filme "CLOSER"? Pois é.... bem típico...adoro uma frase e divido com vcs:"Não deixe prá ser feliz no final, pois lá , a gente morre!"
Beijos e ouçam o "HORA DO BLUSH" programa novo meu e do Miltinho Talaveira na Ipanema FM ( 94.9) todo domingo das 19h às 20h!
RL&F SÃO BLUSH!!!!

Giovana Rizzon disse...

Gurias!!!
Adorei o blog de vocês!!!!
Parabéns Felpudas!!!! Vou colocar nos meus preferidos!
Beijos